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DINHEIRO VIRTUAL

 

Dinheiro de plástico: a derrocada dos incautos
Os endividados e os falidos, muitas vezes, querem justificar sua atual condição criando um bode expiatório plausível; uma forma também de aplacar sua consciência que lhe acusa dia e noite. Todavia, longe dos cálculos orçamentários, longe dos suprimentos de fundos, está o dinheiro virtual, também conhecido como dinheiro de plástico, que envolve linhas de créditos, convertidas em cheques especiais, empréstimos ou cartões de crédito.
Sempre que ouvimos falar de ricos que entram em falência, imaginamos algum golpe desferido por um sistema financeiro instável. Imaginamos alguém que arriscou-se além do seu bom senso, ou talvez, depositou sua confiança em algo ou alguém que não deveria.


As instituições financeiras querem nosso dinheiro, e em troca, nos dão plástico. Esse “plástico” tem o mesmo efeito que um brinquedo tem sobre uma criança: diversão.


Nos divertimos muito com o dinheiro que não temos, e muitas vezes, nunca teremos. Vivemos uma fantasia de que podemos fazer mais do que nosso orçamento permite; sempre com o estímulo das propagandas consumistas, ressoando em nossas mentes, o que merecemos, e por isso, podemos ter o que relativamente não precisamos. O resultado é a ostentação de um padrão insustentável de vida, onde alguns conseguirão resistir mais que outros, antes de sucumbir à falência.


Quando esta diversão chega ao fim, nos recusamos acordar para a realidade. Tentamos recorrer a mais dinheiro virtual, geralmente com renegociações inviáveis. Inviável porque o objetivo para muitos ainda é em continuar mantendo esse padrão insustentável. Querem trocar de carro todo ano; viajar de férias; jantares caros; manter sua vestimenta impecável, seguindo o mesmo padrão de etiqueta. Enfim, a recusa de viver o mundo real, pode desencadear em dívidas exponenciais.



Quando chegamos a esse ponto, percebemos que a bola de neve cresceu o bastante para sofrermos a hostilidade sócio econômica dos que, antes, se diziam amigos. Como deixamos as coisas chegarem a esse ponto? Isso me faz lembrar daquele sujeito, que apesar de saber de sua tendência em ganhar peso, ignora todas as recomendações médicas e continua comendo sem restrições. O resultado – hoje cada vez mais frequente – é uma intervenção cirúrgica, sob o escândalo de quebrarem as paredes de sua casa para retira-lo.


Como alguém pode se permitir chegar a tal ponto? O mesmo se pergunta aos endividados e falidos. O grande divisor de águas, é acordar para realidade, o que significa, encarar o dinheiro de plástico como ele realmente é: uma representação do que você tem ou pode ter; e não, o que nunca teve e nem terá.



• O autor é matemático e programador



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A todos, muito obrigado. Fred Gomes de Lima